Header Ads

Renault Fluence - Nossa impressão após 38.000 km


Hoje vou falar do Renault Fluence, sedan médio da fabricante francesa, que está no Brasil desde 2011.

O Renault Fluence, de certa forma dispensa apresentações. Em primeira geração, veio para substituir o Renault Mégane, a nível mundial, no ano de 2010, sendo uma versão do coreano Samsung SM3. É um veículo formidável, com um dos maiores espaços internos da categoria e com porte de categoria superior, impressiona pelo visual moderno e pelo conforto surpreendente.

No Brasil, o Fluence teve boas vendas, mas não chegou a incomodar a hegemonia japonesa no segmento, se tornando coadjuvante no mercado nacional.

O Fluence que foi avaliado, é datado de 2015 (após o facelift), da versão Dynamique Plus. É equipado com o motor MR4 da Nissan, versão 2.0 16V VVT de 140cv, manufaturado em alumínio. É um bloco ainda moderno, mas que precisa de atualizações no sistema de admissão e injeção para render mais cavalos, como grande parte dos concorrentes. Esse motor vem acompanhado de câmbio CVT X-Tronic, sendo o primeiro do Brasil a ter simulação de marchas. No Fluence, este câmbio emula seis marchas, podendo ser trabalhado de forma sequencial, em acionamento manual. Esta versão do Fluence é bem equipada, acompanhando quatro airbags, rodas de liga leve aro 16, ar condicionado digital dual zone com saídas para o banco traseiro, central multimídia R-Link, com GPS TomTom, e tecidos em couro, tudo de série. Acima desta versão, temos o Privilége, que vem com teto solar, faróis de xênon, seis airbags e rodas aro 17, além dos itens já presentes na versão Dynamique Plus. Toda linha Fluence tem acabamento revestido em soft touch, dando um aspecto mais refinado a cabine do modelo.




O uso no dia-a-dia

O Renault Fluence se mostra um carro bastante confortável e robusto no uso diário, todavia, o consumo urbano é seu calcanhar de aquiles. O modelo, com gasolina comum, faz média de 8,5 km/l, enquanto na rodovia, a 100 km/h alcança margens de até 15,5 km/l. Aliás, é em rodovia que o Fluence apresenta sua real vocação, com suavidade no rodar, progressividade na medida certa em sua direção elétrica e suspensão firme, sem perder o conforto ao rodar. O Fluence é sempre muito elogiado em seu desempenho nas ultrapassagens e subidas, mostrando disposição com folga para se alcançar limites de velocidade além do permitido em legislação.


Problemas comuns

O Renault Fluence, ao longo de sua quilometragem, não apresentou nenhum problema crônico ou necessidade de acionamento da garantia, mas nem tudo são flores. O Fluence avaliado apresenta ruídos no painel e no revestimento da coluna B direita, sendo que o primeiro problema foi informado a concessionária, que informou que a garantia para este tipo de ocorrência se cessa em um ano ou em 20.000 km (o carro tinha 15 meses na ocasião). A concessionária que o atendeu inicialmente, se predispor a tentar minimizar o barulho, sem custo, mas não foi efetiva nisto. Ainda não foi possível o deixar em outra concessionária, pelos três dias necessários para a realização do serviço de remoção de ruídos. O serviço, a princípio, custa duas horas de mão-de-obra (R$ 440,00) e precisa deixar o carro por até 48 horas na concessionária.




Manutenção e revisão

Enquanto o custo da cesta de peças do Fluence está dentre as mais em conta da categoria, seu custo de revisão não é dos mais interessantes. A atual tabela de revisões da Renault estipula um valor de R$ 638,00 por revisão até 50.000 km, totalizando R$ 3.190,00. Para fins de comparação, o Toyota Corolla tem um custo de revisão de R$ 2.642,80 em 50.000 km. Até mesmo o JAC J5 tem um custo de revisão menor em 50.000 km, totalizando R$ 3.165,00 até 40.000 km (a revisão de 50.000 km é gratuita).


Avaliação final

Embora o preço de um exemplar zero quilômetro não seja convincente, até pelo fato do modelo estar prestes a sair de linha, o modelo é uma boa opção na categoria, e uma excelente opção dentre os seminovos. Vale a pensa conferir e fazer um test drive no Renault Fluence.


Matéria: Dimithri Vargas
Fotos: Dimithri Vargas
   

Nenhum comentário